
Essa é uma dúvida que muitos têm, mas que poucos admitem. Vamos tentar entender isso?
A Microsoft lançou, em novembro de 2005, a linha Live. Composta por serviços e uma busca que promete ser extremamente eficiente, foi uma resposta clara ao crescimento espetacular da Google. E, nessa, a MSN (abreviatura de Microsoft Network) perdeu boa parte de seus domínios, na “partilha” com a Live.
O MSN, no ar há mais de doze anos (surgiu em 14 de agosto de 1995), é um dos sites mais visitados do mundo. Atualmente, ou seja, depois do lançamento da Live, o portal concentrou-se em conteúdo: notícias, esportes, variedades, shows e coisas do tipo. Uma prova desse foco pôde ser conferida no Live Earth, ocorrido há alguns meses, cuja cobertura na íntegra foi realizada pelo MSN.
Sendo assim, qual a diferença entre os dois?
Encontrei um texto muito bacana no Space do Michael sobre o assunto. Ele esmiuça a questão, divaga sobre o que levou a Microsoft a fazer o que fez, e aponta os erros que devem ser corrigidos para que a coisa engrene (aliás, na maioria dos textos dele há pitacos do gênero). Em princípio, havia pensado em traduzir o texto e publicá-lo aqui. Até cheguei a pedir autorização para o Michael (e recebê-la) , mas resolvi sintetizar o conteúdo.
Basicamente, a história se resume nisso:
- MSN: um lugar para conteúdo (notícias, esportes, variedades, shows etc.);
- Live: um lugar para pesquisa e serviços web (e-mail, messenger, disco virtual etc.).
Os dois principais concorrentes da Microsoft seguiram cada qual uma tendência. A Google investiu pesado em serviços, e a Yahoo!, em serviços e conteúdo.
E a Microsoft? De uma certa maneira, ela ficou em cima do muro. Segundo Michael, a idéia inicial da Microsoft era mover toda a base do MSN para o Live. Essa atitude foi a forma que a empresa encontrou para entrar atrasada no mercado web 2.0, mas ainda assim fazendo barulho. Mas, no meio do caminho, por um motivo que ninguém sabe qual foi, resolveram manter o MSN, e o que foi pior, trazer de volta para o ex-futuro-finado portal algumas coisas que haviam sido enviadas para a Live. Ou seja, virou uma salada que confundiu a tudo e a todos. Muita gente que ficou perdida nessa malfadada transição acabou experimentando serviços da concorrência, e o que foi pior, acabou gostando.
Hoje as coisas estão mais tranqüilas, reflexo do passar do tempo. O Michael fecha seu texto apontando o que falta para a Live emplacar: menos anúncios, versões finais dos serviços (ou seja, nada de betas) e mais buzz em cima da marca. Ele ainda cita alguns dados meio estranhos, como o de que o Live Hotmail é amado pela maioria (só se for nos States), mas enfim, seu recado foi muito bem dado.
Na opinião deste humilde redator deste simplório site, a Live, embora dificilmente chegue a ter a força que a Google tem quando se fala em serviços na web, já conquistou seu espaço, a propósito, em cima de programas e serviços importados do MSN (messenger e e-mail). Hoje a disputa está tão acirrada que é difícil apostar todas as fichas num player; o negócio é acompanhar as notícias, ficar antenado, e aproveitar o que eles têm a nos oferecer.
Fonte: http://www.winajuda.com
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